Ampliação do Terminal de Contentores Norte

Os trabalhos associados às acessibilidades marítimas de Leixões, incluindo o prolongamento do Quebra-Mar Exterior em 300 metros, irão dotar o Porto de Leixões de melhores condições de segurança para a entrada, manobra e acostagem de navios.

O projeto visa capacitar o Porto de Leixões para responder às tendências de aumento das dimensões dos navios e das cargas, bem como o reforço da segurança da navegação na entrada e saída de navios de maior dimensão e o aumento da capacidade de oferta do porto do lado do mar, com maiores profundidades operacionais.

Novo Terminal De Contentores 02 (1)
  • Mission

    Objetivo(s) da Ação:

    Responder no imediato à procura de navios de maior dimensão

    Recuperar linhas de navegação que deixaram de utilizar o porto por falta de profundidade e de espaço

    Construir um novo terminal de contentores do lado norte com o aumento de terrapleno conquistados ao plano de água (20 ha)

  • Vision

    Entidade(s) Responsável(eis) pela Implementação da Ação:

    APDL e Concessionário

  • Custo estimado e Fontes de Financiamento

    370 000 000 €

    Privado

  • Horizonte Temporal

    2024–2035

Perguntas Frequentes

  • A ampliação é necessária para permitir que o Porto de Leixões proporcione soluções logísticas mais eficientes e competitivas às empresas nacionais, uma vez que vai permitir receber navios porta-contentores de maior dimensão, que são hoje a norma no transporte marítimo internacional.

    Na verdade as infraestruturas atuais estão próximas do limite da sua capacidade, o que penaliza a eficiência máxima das operações dos terminais de contentores.

  • O empilhamento de contentores no Novo Terminal de Contentores Norte será o mesmo que hoje é praticado nas instalações existentes em Leça da Palmeira, ou seja, terá um limite máximo de 5 contentores em altura, um cenário extremo e não representativo do funcionamento normal do terminal. Importa ainda referir que duas dessas filas ficarão já ocultas pelo molhe norte do Porto de Leixões, reduzindo o impacto visual a partir do exterior do porto, designadamente da praia de Leça da Palmeira.

    No dia a dia, o funcionamento regular do terminal prevê empilhamentos entre 3 e 4 contentores de altura, compatíveis com a operação atual e com a integração visual da infraestrutura na paisagem portuária existente.

  • O projeto permitirá aumentar significativamente a capacidade de movimentação de contentores, reforçando o papel do Porto de Leixões como motor da economia regional e nacional. Entre os principais benefícios destacam-se a criação de emprego direto e indireto, a dinamização do setor logístico e industrial, a atração de investimento e a redução dos custos de transporte para as empresas da região norte.

  • Sim. A empreitada terá um impacto positivo muito significativo na criação de emprego, tanto na fase de construção como na fase de exploração. Para além dos postos de trabalho diretos no terminal, haverá efeitos indiretos e induzidos em áreas como transportes, logística, manutenção, serviços e indústria associada ao cluster portuário.

  • Com a ampliação, o Terminal de Contentores Norte passará a ter capacidade para movimentar cerca de 1 milhão de TEUs por ano, quintuplicando a capacidade atual do terminal norte, criando condições para receber navios porta-contentores até 300 m de comprimento.

  • Está previsto um aumento do tráfego rodoviário de transporte de contentores. Este movimento será integralmente efetuado pelo interior do porto de Leixões, sem recurso à rede viária municipal.

    Por outro lado, o projeto integra um terminal ferroviário que permitirá uma alternativa mais sustentável para a movimentação de contentores.

    Esta aposta na ferrovia contribui para reduzir a pressão sobre a rede rodoviária, melhorar a eficiência logística e diminuir as emissões associadas ao transporte terrestre.

  • O projeto está sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental e inclui um conjunto alargado de medidas para prevenir, minimizar e monitorizar impactes ambientais. Estas medidas abrangem, entre outros aspetos, a qualidade do ar e da água, o ruído, a proteção da biodiversidade e a segurança das infraestruturas, garantindo uma implementação ambientalmente sustentável.

  • Sem esta intervenção, o Porto de Leixões não dará resposta às necessidades das empresas nacionais, condicionando a sua competitividade no mercado global. 

    A ampliação é, por isso, fundamental para assegurar o desenvolvimento económico da região e do país.

  • Ao aumentar a capacidade e eficiência do Porto de Leixões, o projeto reforça a capacidade exportadora e importadora da região norte, reduzindo custos logísticos e melhorando o acesso das empresas aos mercados internacionais. Este fator é determinante para a competitividade do tecido empresarial nacional.

  • O projeto está sustentado por um Estudo de Impacte Ambiental rigoroso, que identifica os principais impactes e define medidas de minimização, mitigação e monitorização. Esta abordagem garante que o desenvolvimento do terminal é feito de forma responsável, equilibrando crescimento económico, proteção ambiental e qualidade de vida das populações.

    • Redução da atividade junto à cidade:
      A área atual do Terminal de Contentores Norte, junto a Leça da Palmeira, registará um decréscimo da atividade de contentores, libertando esta zona próxima da cidade.

    • Afastamento das operações da malha urbana:
      A ampliação permitirá afastar as operações portuárias da área urbana de Leça da Palmeira, contribuindo para a redução do impacto visual e sonoro sobre a população.
    • Impacto na paisagem:
      Será notada uma maior presença de contentores em determinados pontos, sobretudo do lado da Avenida Marginal de Leça da Palmeira. No entanto, parte das operações ficará afastada da frente urbana.
  • No âmbito do projeto, está prevista a criação de uma nova marina no molhe sul, em Matosinhos, concebida como um espaço de acesso público, visitável e com valências para toda a comunidade.
    A APDL pretende que o molhe sul seja devolvido à população, promovendo a fruição pública do espaço marítimo e reforçando a ligação entre o porto, a cidade e os cidadãos. Esta nova marina permitirá uma utilização mais integrada e equilibrada do espaço costeiro, conciliando atividades portuárias, recreativas e urbanas.